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A favela da Macedo Sobrinho

macedosobrinho

Sempre acompanhei com muito interesse as remoções de favelas no Rio de Janeiro, mas desconhecia, em absoluto, a história da comunidade da Macedo Sobrinho, no Humaitá.

As fotos de Anthony Leeds revelam o cotidiano desta e de outras favelas que foram arbitrariamente removidas para muito longe da zona sul e do centro na segunda metade do século XX. Seus moradores foram expatriados para locais sem qualquer infraestutura, como Vila Aliança, em Bangu, e Cidade de Deus, em Jacarepaguá.

A favela da Macedo Sobrinho ocupava uma extensa área do Humaitá, na encosta do Morro da Saudade, na região onde hoje está o CIEP Pres. Agostinho Neto, e foi removida com outras comunidades próximas da Lagoa no fim dos anos 60, reproduzindo a lógica elitista e excludente que marca a história da nossa cidade.

Não é fácil encontrar boas imagens da Macedo Sobrinho, mas esta foto dá uma dimensão do espaço que a favela ocupava no Humaitá. O posto de gasolina, à esquerda, continua até hoje no mesmo lugar. Desconheço a autoria da foto.

Festiva do Rio 2015 – Parte 2

Faltou a outra metade. Outros três grandes filmes.

Janis Joplin: Little Girl Blue: Um doc maravilhoso sobre uma cantora maravilhosa. Com muitas imagens raras da vida pessoal e artística de Janis, morta em 1971, o filme explora, com ternura, os traumas da “menina feia” e o talento transbordante de um dos ícones do blues e do rock. Impossível não se emocionar com suas performances ao vivo, tanto no início quanto no fim precoce de sua carreira. Agrada a fãs e curiosos.

Crônica da Demolição: O documentário sobre a demolição do Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal no Rio de Janeiro, é um convite a uma viagem no tempo pela cidade e seus polêmicos projetos de modernização no século 20. No esforço de contextualizar a demolição de 1976, sobretudo a partir do ponto de vista da arquitetura e da história, o doc também se revela uma peça fundamental para se pensar o Rio de Janeiro e as metrópoles brasileiras no século 21. Imperdível.

O final da turnê: A família não gostou da obra inspirada em David Foster Wallace, mas O final da turnê é um ótimo e cativante filme sobre o aclamado e misterioso escritor estadunidense que se suicidou em 2008, aos 46 anos. Tenho minhas reservas ao Jason Segel, mas o Jesse Eisenberg vai muito bem como o repórter da Rolling Stone que tem o desafio de entrevistar um personagem tão genial e tão comum. Saí do filme com vontade de ler o Graça infinita (Infinite jest).

Festiva do Rio 2015 – Parte 1

De borést, foram seis filminhos no Festival do Rio deste ano. Todos dignos de nota. Ei-las, divididas em duas partes:

Love & Mercy: Só de lembrar do filme sobre a vida de Brian Wilson, eu já sou invadido pela música dos Beach Boys. Com atuações impressionantes de John Cusack e Paul Dano, Love & Mercy revela, sem pudores, a trajetória de um dos mais brilhantes compositores do pop e do rock do século 20. Um filme tão emocionante quanto surpreendente, embalado ao som do disco Pet Sounds. Pra ver e rever.

Tudo vai ficar bem: Impossível sair indiferente ao novo filme do Wim Wenders. O trágico acidente que marca pra sempre a vida de seus personagens também atinge em cheio seus espectadores. Eu fiquei atordoado. Driblando todos os clichês típicos destas histórias, Win Wenders faz um filme um tanto quanto incômodo quanto surpreendente. Quanto mais penso no filme, mais gosto dele.

600 milhas: A mais recente produção cinematográfica mexicana revela como o país vive assolado pela criminalidade ligada ao tráfico de armas e de drogas. Com a ótima atuação de Tim Roth, 600 milhas é um filme tenso e duro, em que não existem mocinhos e os bandidos estão sempre à beira da morte. A violência é tão banalizada que quase não choca seus personagens ou seus espectadores. Poderia ser no Brasil.

As favelas de Leeds

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O Palácio do Catete sempre merece uma visita, mas a exposição O Rio que se queria negar é um outro excelente motivo para se visitar o Museu da República até 10 de janeiro.

As fotos do antropólogo estadunidense Anthony Leeds nas favelas do Rio de Janeiro dos anos 60 revelam uma cidade muito diferente dos seus maravilhosos cartões postais.

Anthony e sua mulher, a cientista social Elizabeth Leeds, moraram em comunidades pobres do Rio, como Tuiuti e Jacarezinho, e escreveram um livro de referência sobre o tema: A Sociologia do Brasil Urbano.

O seu trabalho fotográfico traz registros inéditos de favelas que foram desaparecidas da zona sul do Rio e provoca uma reflexão fundamental sobre o impacto das remoções em nosso projeto de cidade.

As fotos de Anthony foram doados neste ano por sua viúva à Fiocruz.

Imperdível.

Perigo

Da Série: Good Times César Parque FM

“Nisso todo mundo é igual
Anjo do bem, gênio do mal”

Zizi Possi não quer nem saber. Se o clima é pra romance, ela vai deixar correr.

Mais amor que já é sexta-feira.❤

Aventura

Da Série: Good Times César Parque FM

“Botecos abrindo
E a gente rindo
Brindando cerveja
Como se fosse champanhe”

Três canções para embalar os corações apaixonados nesta quinta-feira.

Começando com essa lindeza do Eduardo Dusek.

Só no amor que daqui a pouco é sexta-feira.

rubber ring

Da Série: Smiths porque sim

“Mas não se esqueça das músicas
Que fizeram você chorar
E das músicas que salvaram a sua vida

Sim, você está mais velho agora
E você é um porco esperto

Mas elas foram as únicas coisas
Que sempre estiveram ao seu lado”

Smiths não precisa nem de gancho, nem de desculpa, nem de efeméride.

Smiths porque sim.

Smiths já é ótimo quando você entende pouco ou nada do que diz o Morrissey, mas você devia fazer um bem pra sua vida e prestar atenção nas letras.

Mais uma do Louder than Bombs.

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